O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante a ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel contra o país persa. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana na noite de sábado (28), horário de Brasília, já madrugada em Teerã.
Milhares de iranianos foram às ruas nas primeiras horas do domingo (1º) para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte, conforme mostram imagens aéreas divulgadas pelos veículos estatais do país. As autoridades decretaram 40 dias de luto oficial.
Para garantir a continuidade da liderança, foi formado um Conselho de Liderança interina, composto pelo presidente do Executivo, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O aiatolá Alireza Arafi também foi incluído para representar o Conselho dos Guardiões, órgão que antes era chefiado por Khamenei. O colegiado assume temporariamente todas as funções do líder supremo até que a Assembleia dos Especialistas eleja o novo aiatolá.

De acordo com o jornal Tehral Times, o bombardeio atingiu a residência de Khamenei, resultando na morte de parte de sua família, incluindo filha, genro, nora e neto. Outras importantes lideranças iranianas também teriam sido mortas, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.
As Forças Armadas do Irã emitiram nota afirmando que farão os Estados Unidos e Israel “arrepender-se com força, firmeza e apoio do povo honrado”, reiterando que seguirão o caminho do líder assassinado até “a última gota de sangue e a rendição dos inimigos”.
Khamenei ocupava o cargo de líder supremo há 36 anos e estava no topo da estrutura de poder do país, que inclui o Executivo, Parlamento, Judiciário, Conselho dos Guardiões e Assembleia dos Especialistas. Apesar de vitalício, o cargo pode ser destituído pela Assembleia dos Especialistas, que também é responsável por eleger o próximo líder supremo.



