A cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, terá de se reinventar diante da previsão de escassez mineral nas próximas décadas. O alerta é do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), que também preside a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil). Segundo ele, o município já deu início a um projeto estruturado para preparar a cidade para o cenário pós-mineração.
A principal iniciativa é o programa “Itabira Sustentável”, proposto à Vale logo no início da atual gestão, em 2021. A mineradora contratou uma consultoria internacional para auxiliar na elaboração de um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo, construído em conjunto com a sociedade civil organizada.
“Nós propusemos à Vale, assim que assumimos, em 2021, a criação de um programa de planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo. O nome é ‘Itabira Sustentável’. A Vale contratou uma consultoria internacional que trabalha conosco para estruturar todo esse programa junto com a sociedade civil organizada”, afirmou o prefeito em entrevista ao programa EM Minas, da TV Alterosa e do jornal Estado de Minas.

De acordo com Lage, a proposta é garantir que o projeto ultrapasse gestões e não fique restrito a um mandato. “Isso é muito importante para que não seja um projeto de governo, de uma prefeitura, de um prefeito. Esse programa envolve uma revisão do plano diretor, envolve uma gestão de resíduos sólidos, mobilidade urbana, uma organização mais ampla da cidade em 360 graus. Isso tudo significa atração de investimento”, destacou.
Historicamente dependente da exploração de minério de ferro, Itabira enfrenta o desafio de reduzir a vulnerabilidade econômica diante da futura queda na arrecadação mineral. A estratégia da administração municipal é transformar o planejamento urbano e estrutural em ferramenta para diversificar a economia, atrair novos negócios e garantir sustentabilidade fiscal e social no longo prazo.
A discussão sobre o futuro de Itabira também dialoga com outros municípios mineradores brasileiros, que enfrentam cenário semelhante e buscam alternativas para enfrentar o chamado ciclo pós-mineração.
Fomte – Estado de Minas



