Pelo menos 14 casos suspeitos de febre amarela estão sendo investigados em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. A circulação do vírus já foi confirmada nas regiões Noroeste e Norte do estado, acendendo o alerta das autoridades de saúde.
De acordo com a pasta, há registros da circulação viral nos municípios de Arinos, Riachinho, Buritis, Unaí e Pirapora. O monitoramento ocorre de forma contínua, com base na análise de mortes de primatas, investigação de casos suspeitos em humanos e acompanhamento da cobertura vacinal.
A preocupação também aumenta diante de registros recentes em São Paulo, onde duas mortes pela doença foram confirmadas, além de um caso na cidade de Araçariguama, na região de Sorocaba. Segundo as autoridades, todos os pacientes não estavam vacinados.
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados, como o Aedes aegypti em áreas urbanas e espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes em regiões de mata. Entre as principais medidas de prevenção estão o uso de repelentes, roupas que cubram o corpo e a vacinação.
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. Em caso de suspeita, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
Monitoramento em animais
Até o momento, não há confirmação de casos em humanos em Minas, mas ao menos nove macacos foram infectados e morreram em decorrência da doença. Outros 19 casos em primatas seguem sob investigação. As autoridades ressaltam que os macacos não transmitem a febre amarela, sendo importantes indicadores da circulação do vírus.
A população deve comunicar imediatamente às autoridades qualquer caso de adoecimento ou morte de primatas.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente nos postos de saúde em todo o país. O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não foram imunizadas também devem se vacinar.
As autoridades reforçam que a imunização é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença, que pode evoluir para quadros graves e até levar à morte.



