Três integrantes de uma torcida organizada do Cruzeiro foram condenados pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte pela participação em uma emboscada contra um ônibus que transportava integrantes de uma torcida organizada do Atlético-MG. O ataque deixou uma pessoa morta e nove feridas.
As penas aplicadas pela Justiça somam mais de 90 anos de prisão. Riquelme Enderson Ribeiro da Silva foi condenado a 48 anos e seis meses de reclusão pela morte de um torcedor rival e pela tentativa de homicídio contra cinco vítimas. Já Luiz Gustavo da Silva Veloso recebeu pena de 24 anos de prisão pelo homicídio, enquanto Pedro Henrique Coimbra Braga foi condenado a 20 anos de prisão pela morte do torcedor.
Os três réus respondiam ao processo em liberdade, mas tiveram os mandados de prisão expedidos ao final do julgamento.
Um quarto acusado teve o processo desmembrado após o defensor apresentar um problema de saúde. O caso será analisado em uma nova sessão do Tribunal do Júri.
O julgamento, presidido pelo juiz Bernardo Campos Mitre, teve início na segunda-feira (28) e terminou na noite de quarta-feira (29). Durante a sessão, foram ouvidos os réus e seis testemunhas.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação dos acusados conforme a denúncia apresentada. As defesas, por outro lado, alegaram negativa de autoria e falta de provas da participação dos réus nos crimes, solicitando a absolvição.
O caso
O crime aconteceu no dia 28 de novembro de 2021, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo a denúncia, os acusados utilizaram bombas, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira para atacar um ônibus que transportava integrantes de uma torcida organizada do Atlético-MG.
Durante a emboscada, pelo menos nove pessoas ficaram feridas. Um jovem torcedor, atingido gravemente durante o ataque, morreu dois dias depois.
Os réus já haviam sido julgados anteriormente, mas os julgamentos foram anulados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reconheceu irregularidades processuais.



