O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (18), em um dia marcado pela recuperação parcial dos mercados internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã.
A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,998, com queda de 1,34%. Durante o pregão, o dólar chegou a abrir em alta, próximo de R$ 5,04, mas perdeu força ao longo da tarde com a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Apesar do recuo nesta sessão, a moeda ainda acumula alta de 0,92% em maio. No acumulado de 2026, entretanto, registra queda de 8,93%.
Na bolsa de valores, o cenário foi de maior cautela. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 176.975 pontos, com leve baixa de 0,17%. O índice chegou a cair mais de 0,8% durante a tarde, mas reduziu as perdas após o anúncio de Trump.
Segundo o republicano, os Estados Unidos decidiram suspender temporariamente uma ação militar contra o Irã para permitir o avanço de negociações diplomáticas. A sinalização reduziu a aversão ao risco global e ajudou moedas de países emergentes, como o real, o peso mexicano e o rand sul-africano.
No cenário doméstico, investidores também reagiram à expectativa de juros elevados por mais tempo no Brasil. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou a projeção da taxa Selic para 13,25% ao ano no fim de 2026, fator que contribui para tornar ativos brasileiros mais atrativos ao capital estrangeiro.
Já os dados da economia brasileira ficaram em segundo plano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou queda de 0,7% em março, desempenho pior do que o esperado pelo mercado financeiro.
No mercado internacional de commodities, o petróleo voltou a subir. O barril do tipo Brent fechou em alta de 2,6%, cotado a US$ 112,10, enquanto o WTI avançou 3,33%, encerrando o dia a US$ 104,38. Mesmo com o alívio geopolítico, investidores seguem atentos aos riscos envolvendo o Oriente Médio e possíveis impactos sobre a inflação global.



