A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Bifronte, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpre mandados judiciais em Minas Gerais e em outros quatro estados brasileiros.
Ao todo, são 46 mandados judiciais, sendo 23 de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. As medidas são executadas em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.
A Justiça também determinou a inclusão de dois investigados na lista de difusão vermelha da Interpol e a transferência de outros dois para o sistema penitenciário federal.
Bloqueio de até R$ 187 milhões
A operação prevê medidas de sequestro patrimonial de até R$ 187 milhões, envolvendo 69 pessoas físicas e jurídicas investigadas. Também foi determinado o sequestro de 11 imóveis situados em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Bahia, além de uma aeronave.
De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava na aquisição de drogas provenientes da Bolívia e do Peru, no transporte dos entorpecentes e na distribuição em diferentes regiões do Brasil. O grupo também é suspeito de movimentar recursos financeiros e ocultar patrimônio para dificultar o rastreamento dos valores.
Conforme a participação de cada investigado, os envolvidos poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Força-tarefa reúne órgãos de segurança
A FICCO/MG é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Militar de Minas Gerais e Polícia Penal de Minas Gerais. A Operação Bifronte tem como objetivo desarticular a organização criminosa investigada e atingir sua estrutura financeira.
As suspeitas são objeto de investigação, e a responsabilidade criminal de cada envolvido deverá ser estabelecida pelas autoridades competentes.


