A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na terça-feira (20 de outubro), a investigação sobre o assassinato de um empresário de 54 anos encontrado morto dentro de uma caminhonete incendiada em uma estrada rural de Alpercata, no Vale do Rio Doce. Três homens, de 28, 41 e 60 anos, foram indiciados pelo crime.
De acordo com as investigações, conduzidas pela equipe de homicídios de Governador Valadares, a vítima, que atuava nos setores de construção civil e pavimentação, foi atraída por uma ligação telefônica feita de uma linha habilitada no mesmo dia. O contato teria sido realizado sob o pretexto de solicitar um orçamento para uma obra.
Ao chegar a um local isolado nas proximidades da BR-116, o empresário foi atingido por um disparo de arma de fogo dentro da caminhonete. Em seguida, o veículo foi incendiado com a vítima ainda viva, conforme apontaram os exames periciais.
Crime teria sido motivado por disputa comercial
Segundo a Polícia Civil, o homicídio estaria relacionado a um litígio comercial de alto valor entre a vítima e um empresário de 60 anos, residente no Rio de Janeiro e proprietário de um empreendimento de lazer em Alpercata. A disputa envolvia a execução de uma obra e a locação de máquinas. O investigado foi apontado como mandante do assassinato.
Um homem de 41 anos, sócio do empresário e proprietário do veículo utilizado para transportar os envolvidos até a região, foi indiciado como um dos executores. Já o investigado de 28 anos, gerente do empreendimento, teria comprado o telefone usado para atrair a vítima, indicado o local do crime e transportado parte dos envolvidos. Ele está preso preventivamente desde 19 de setembro.
Segundo o delegado Ciro Trindade Roldão de Carvalho, responsável pelo caso, o crime foi planejado com antecedência, com a participação de pessoas trazidas de outro estado e uma emboscada organizada por telefone.
Os três investigados foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de fogo e meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Dois investigados estão foragidos
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados residentes no Rio de Janeiro. Em 9 de outubro, a Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio de agentes do estado fluminense, cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços em Nilópolis. No entanto, os suspeitos não foram encontrados e são considerados foragidos.
A Polícia Civil informou que as buscas continuam para localizar os dois investigados e identificar outros dois executores que teriam estado em Alpercata nos dias relacionados ao crime.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia Unificado, pelo telefone 181, ou diretamente à equipe de investigação de homicídios de Governador Valadares, pelo número (33) 3213-4777.


