O dólar comercial fechou em alta de 1,15% nesta quinta-feira (15), cotado a R$ 5,087, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos. O mercado financeiro teve um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e das expectativas em relação a possíveis medidas econômicas do governo federal.
Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou à máxima de R$ 5,098, aproximando-se de R$ 5,10. O fechamento foi o maior desde 2 de outubro, quando o dólar terminou negociado a R$ 5,216.
A valorização no Brasil ocorreu apesar da perda de força da moeda norte-americana no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
No mercado doméstico, investidores acompanharam a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e notícias sobre possíveis iniciativas do governo, entre elas uma proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados. As expectativas em torno das medidas econômicas contribuíram para o ambiente de cautela.
Apesar de três altas consecutivas, o dólar ainda acumulava queda de 1,70% em outubro e de 7,33% em 2026.
Bolsa brasileira registra queda
O Ibovespa passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação. O índice chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos, antes de encerrar aos 204.324,26 pontos, com recuo de 1,06%.
O movimento refletiu a cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e das possíveis consequências fiscais de medidas econômicas previstas para os próximos anos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões.
Mesmo com a queda desta quinta-feira, o Ibovespa acumulava alta de 9,65% em outubro e de 26,81% no ano. Na semana, porém, o índice registrava perda de 2,27%.
Petróleo fecha sem direção única
No mercado internacional de petróleo, os contratos encerraram o dia com resultados distintos. O Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 0,13%, a US$ 105,92 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 3,03%, encerrando a US$ 97,97 por barril.
Os preços foram influenciados por ajustes de posições após a alta da sessão anterior, além das tensões no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia e das perspectivas para a oferta global.
Outro destaque foram os estoques norte-americanos de petróleo, que diminuíram 8,557 milhões de barris na semana, queda superior à esperada pelo mercado. Também esteve no radar a decisão da Agência Internacional de Energia de acelerar a liberação de aproximadamente 100 milhões de barris de reservas estratégicas, anunciada pelo G7 no início de outubro.


