Quatro homens foram condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no início de 2026. A sentença foi proferida pelo juiz João Zacharias de Sá, que também manteve a prisão preventiva dos réus e determinou o pagamento de indenização por danos morais à vítima no valor equivalente a 40 salários mínimos.
Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Durante o processo, os quatro admitiram ter mantido relações sexuais com a adolescente, mas negaram a prática de estupro.
Segundo o relato da vítima à Justiça, ela foi ao apartamento a convite de um adolescente com quem já havia ficado e concordou em manter relações sexuais com ele. No entanto, posteriormente, outros homens entraram no quarto e passaram a violentá-la. A jovem relatou ter sofrido socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido segurada e impedida de deixar o local.
Na sentença, o magistrado afirmou que o depoimento da adolescente foi coerente e encontrou respaldo em outros elementos de prova, incluindo exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), que identificaram lesões físicas.
De acordo com a decisão, a vítima manifestou repetidamente que não queria manter relações sexuais com os demais homens e pediu que parassem. Ela também relatou ter implorado para descansar porque estava com dificuldade para respirar e ter sido impedida de sair do apartamento.
As defesas dos acusados alegaram que a adolescente poderia ter inventado a denúncia por medo de ter sido filmada durante um encontro sexual coletivo. O juiz rejeitou essa hipótese, destacando que não havia elementos que demonstrassem que o suposto receio de divulgação de um vídeo tivesse motivado a acusação.
A sentença também ressaltou que não existe uma única reação esperada de vítimas de violência sexual. Conforme o magistrado, algumas pessoas podem tentar aparentar tranquilidade para escapar da situação ou evitar agressões mais graves, enquanto outras podem ficar paralisadas diante da violência.
Além dos quatro adultos condenados, um adolescente envolvido no caso respondeu perante a Justiça da Infância e da Juventude. Em abril, foi determinada sua internação por seis meses em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
Após a repercussão do caso de Copacabana, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin também passaram a ser alvo de outras acusações de estupro que chegaram ao conhecimento da polícia, conforme as informações divulgadas sobre o caso.


