A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) negou, nesta sexta-feira (9), ter publicado uma mensagem em que supostamente defendia o fechamento de igrejas evangélicas pelo governo. Após a repercussão de publicações antigas atribuídas a ela nas redes sociais, a parlamentar também pediu desculpas a pessoas que possam ter se sentido ofendidas por conteúdos reconhecidos como de sua autoria.
Em nota, a equipe da petista afirmou que Ana Elisa reconhece algumas das publicações antigas e se retrata pelas declarações. Segundo o comunicado, a maioria das mensagens foi publicada quando ela tinha 17 anos. A equipe argumentou que os conteúdos estão sendo retirados de contexto e utilizados por adversários políticos.
Entre as mensagens divulgadas por parlamentares da oposição estão frases críticas a pessoas brancas, empreendedores e evangélicos, além de comentários sobre o aborto e a presença de padres nas redes sociais. Uma das publicações atribuídas à parlamentar pedia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechasse igrejas evangélicas.
Sobre essa mensagem específica, a equipe de Ana Elisa afirmou que o conteúdo não aparece no histórico da conta da deputada eleita e que ela nunca defendeu o fechamento de igrejas. O comunicado informou ainda que será solicitada uma perícia para verificar a autenticidade da publicação.
A nota também afirma que Ana Elisa, atualmente com 21 anos, é católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia. A equipe citou dispositivos da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para questionar o uso eleitoral de declarações atribuídas à parlamentar quando ela ainda era adolescente.
A divulgação das mensagens ocorreu após Ana Elisa participar da campanha de Lula, gravando vídeos relacionados à disputa presidencial. Parlamentares de oposição, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG), repercutiram as publicações antigas nas redes sociais.
Em meio à polêmica, a deputada eleita desativou sua conta na plataforma X. Segundo sua equipe, a decisão foi tomada diante do volume de ameaças recebidas. Ana Elisa também afirmou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a divulgação de conteúdos que considera falsos configura crime eleitoral.
Até o momento, a autenticidade da publicação sobre o fechamento de igrejas permanece contestada. A equipe da parlamentar nega sua autoria e anunciou que pedirá uma perícia para esclarecer o caso.




