O dólar comercial fechou a sessão desta segunda-feira (28) em alta de 0,83%, vendido a R$ 5,226, enquanto o Ibovespa recuou 0,26%, aos 182.991,13 pontos. A moeda norte-americana atingiu o maior nível de fechamento desde 30 de março, em um dia marcado pela aversão ao risco nos mercados internacionais.
A valorização do dólar ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e às incertezas relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã.
O dólar avançou desde o início dos negócios e chegou a superar R$ 5,22 durante a manhã. O movimento acompanhou a valorização da moeda frente a outras divisas de países emergentes.
Outro fator que influenciou os mercados foi a alta dos juros dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos. O rendimento do Treasury encerrou o dia em 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira (25). Rendimentos mais elevados nos Estados Unidos podem estimular a saída de recursos de mercados emergentes, como o brasileiro.
No cenário doméstico, as atenções também permaneceram voltadas para as eleições presidenciais, em meio à divulgação de novas pesquisas. O Banco Central informou ainda que o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões nas transações correntes em agosto. No mesmo mês, o investimento direto no país somou US$ 7,396 bilhões.
Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a projeção mediana do mercado para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. A estimativa para a inflação deste ano passou de 4,92% para 4,99%, enquanto a previsão para 2027 subiu de 4,30% para 4,31%.
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos. Com o resultado, o principal índice da Bolsa brasileira registrou a quarta sessão consecutiva de baixa. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa acumula alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.
O cenário internacional também pressionou os mercados acionários. Em Nova York, o S&P 500, índice que reúne 500 das maiores empresas dos Estados Unidos, caiu 0,77%. No mercado brasileiro, a valorização do petróleo ajudou a sustentar as ações de empresas do setor, enquanto o índice Small Caps recuou 1,2%.
Os preços do petróleo encerraram o dia em alta, embora tenham reduzido os ganhos registrados durante a sessão. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e às dificuldades para a normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O barril do Brent para dezembro, referência internacional, subiu 0,40%, para US$ 97,83. O WTI, referência negociada no mercado norte-americano, avançou 0,21%, para US$ 92,60.
Os preços chegaram a apresentar uma valorização mais forte durante o pregão, mas perderam parte dos ganhos após informações sobre possíveis avanços nas negociações entre Washington e Teerã e medidas destinadas a ampliar a oferta de petróleo.
A Arábia Saudita também retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia. Os carregamentos de exportação foram retomados pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Mesmo com sinais de aumento da oferta, as restrições à navegação no Estreito de Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado de petróleo volátil durante o pregão.



