O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) cotado a R$ 5,1931, com alta de 0,47%, enquanto o Ibovespa recuou 0,99%, aos 183.965,91 pontos. O movimento ocorreu em um dia de maior aversão ao risco nos mercados internacionais, com alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e avanço dos preços do petróleo.
No cenário externo, investidores acompanharam as incertezas relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã, além das preocupações com a inflação norte-americana e a possibilidade de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve.
O dólar chegou a atingir R$ 5,202 durante o pregão, por volta das 15h. Com o resultado, a moeda acumula alta de 0,26% em setembro, mas ainda registra queda de 5,39% no ano.
Banco Central atua no câmbio
O Banco Central realizou nesta quinta-feira dois leilões de linha simultâneos, com a venda de US$ 1 bilhão. A operação aumenta temporariamente a oferta de dólares no mercado e busca ampliar a liquidez.
Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18.
A autoridade monetária também divulgou novas projeções para a economia. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi reduzida de 2% para 1,8%. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,4%.
Bolsa recua
O Ibovespa chegou a atingir 186.211,43 pontos na máxima do dia, mas perdeu força durante o pregão e terminou aos 183.965,91 pontos.
Além do ambiente internacional, investidores acompanharam o cenário fiscal brasileiro. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, enquanto a previsão de déficit efetivo para 2026 foi elevada para R$ 80,9 bilhões.
Petróleo sobe mais de 3%
Os preços do petróleo também avançaram nesta quinta-feira. O Brent subiu 3,41%, para US$ 106,60, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,65%, para US$ 94,61.
A alta ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota mundial para o transporte de petróleo.
O avanço da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis pressões inflacionárias, o que pode influenciar as expectativas para as taxas de juros em diferentes economias.



