O dólar comercial fechou em forte alta nesta quarta-feira (23), pressionado pela valorização da moeda norte-americana no exterior, pelo cenário eleitoral no Brasil e pela alta do petróleo. A divisa avançou 1,27% e encerrou o dia cotada a R$ 5,169. Durante a sessão, chegou a atingir R$ 5,177.
No mercado internacional, o dólar ganhou força após a divulgação de dados positivos sobre a atividade econômica dos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras (PMI) avançou de 56 pontos em agosto para 58,4 em setembro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. Os dados reforçaram as expectativas de que os juros norte-americanos permaneçam elevados por mais tempo.
Com esse cenário, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, subiram, aumentando a atratividade dos ativos denominados em dólar. O índice DXY, que acompanha a moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis moedas, avançou cerca de 0,54%, para 101,090 pontos.
No Brasil, o mercado também acompanhou novas pesquisas eleitorais, que permaneceram no radar dos investidores. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 5,83% em relação ao real em 2026.
Após duas sessões consecutivas de alta, o Ibovespa fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. O índice oscilou entre a máxima de 188.772 pontos e a mínima de 185.676 pontos, com volume financeiro de R$ 29,68 bilhões. A alta dos rendimentos dos títulos norte-americanos, os dados econômicos dos Estados Unidos e a valorização do petróleo contribuíram para a pressão sobre os ativos de risco.
Mesmo com a queda no pregão, o Ibovespa acumula alta de 4,73% em setembro.
Em Nova York, os principais índices também encerraram o dia no campo negativo. O Dow Jones caiu 0,68%, aos 51.512,42 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos. O Nasdaq teve baixa de 1,13%, aos 26.936,04 pontos.
A elevação dos rendimentos dos Treasuries pressionou principalmente as ações de tecnologia, que são mais sensíveis às perspectivas para os juros. O rendimento dos títulos de dez anos ultrapassou 5% ao ano, alcançando o maior nível desde julho de 2007.
As tensões no Oriente Médio também influenciaram o comportamento dos mercados. O petróleo voltou a subir após cinco sessões consecutivas de queda, em meio à falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, avançou 2,84%, para US$ 98,12. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 1,81%, para US$ 92,16.
A ausência de progresso nas negociações reduziu as expectativas de uma solução de curto prazo para as tensões na região. Notícias sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos Estados Unidos também contribuíram para a alta, embora a Casa Branca tenha negado a existência de um plano nesse sentido.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou ainda que os estoques de petróleo do país aumentaram 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa do mercado, que previa uma queda de 500 mil barris.



