Uma mulher de 21 anos foi encontrada morta na noite da última sexta-feira (11) dentro da casa onde morava, em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas Gerais. A vítima foi identificada como Ana Isa Sicupira.
Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas depois que uma colega de trabalho informou que a jovem não comparecia ao serviço havia três dias. A colega conseguiu contato com um irmão de Ana Isa, que forneceu o número do pai da vítima. O homem informou aos militares que não morava com a filha e repassou o endereço da residência.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o portão e a porta da casa abertos. Como não houve resposta aos chamados, os militares entraram na residência e localizaram Ana Isa caída ao lado da cama, já sem sinais vitais.
A perícia foi acionada e identificou sinais de agressão provocados por golpes de capacete, além de perfurações no corpo da vítima. Também havia uma grande quantidade de sangue espalhada pelo chão, pelas paredes e pela cama do quarto. Inicialmente, não foi possível determinar qual objeto teria provocado as perfurações.
O corpo de Ana Isa foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para os procedimentos necessários.
Durante o levantamento das informações, um vizinho que mora no imóvel situado acima da residência da vítima contou à Polícia Militar que ouviu discussões e barulhos intensos durante a noite de 9 de setembro e a madrugada do dia 10. Conforme o relato, Ana Isa morava com o namorado e as brigas entre os dois eram frequentes. O vizinho também afirmou que o homem teria agredido a jovem em outras ocasiões.
O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, de 22 anos, que, segundo o registro policial, também era primo de Ana Isa.
Após o crime, cartões bancários em nome do suspeito foram encontrados dentro da residência. Ainda conforme a ocorrência, o homem teria deixado o local utilizando uma motocicleta Honda Pop 100 vermelha pertencente à vítima. O celular de Ana Isa também não foi localizado.
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias da morte, identificar a dinâmica do crime e apurar a participação do namorado da vítima.



