Morreu nesta quarta-feira (2), aos 83 anos, o ator e diretor carioca Gracindo Jr. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada por Pedro Gracindo, filho do artista.
Com mais de cinco décadas dedicadas às artes, Gracindo Jr. construiu uma trajetória marcada pela atuação no teatro, na televisão, no rádio e no cinema. Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, ele pertenceu a uma família de forte presença na cultura brasileira e também deixou filhos que seguiram carreira artística.
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, o ator iniciou sua trajetória profissional ainda jovem. Aos 15 anos, em 1959, fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde exerceu funções de ator e redator. Embora tenha cursado Psicologia, decidiu não seguir a profissão e se dedicou definitivamente às artes.
No teatro, sua estreia ocorreu na montagem de “A Escada”, obra de Oswald de Andrade. Ao longo dos anos, desenvolveu uma carreira marcada pela versatilidade e pela participação em diferentes produções da dramaturgia brasileira.
Gracindo Jr. também teve uma relação histórica com a televisão. Em 1965, participou da inauguração da TV Globo e, no mesmo ano, integrou o elenco de “Rosinha do Sobrado”, segunda novela exibida pela emissora.
Ao longo da carreira televisiva, esteve em produções que marcaram diferentes períodos da dramaturgia nacional, entre elas “Dona Beija”, exibida pela extinta Rede Manchete, além de “Mandala”, “Celebridade”, “Como uma Onda”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
Nos últimos anos, o artista estava mais recluso e afastado dos holofotes. Gracindo Jr. era pai dos atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte.
A morte do ator representa a despedida de um artista que acompanhou diferentes fases da televisão, do teatro e do rádio no Brasil, deixando sua marca em mais de 50 anos de dedicação à cultura brasileira.



