A grande avalanche que atingiu o norte do Nepal, na fronteira com a China, na quarta-feira (26), deixou pelo menos 538 mortos, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (28) pela autoridade nepalesa de gestão de situações de emergência. Na região autônoma do Tibete, autoridades chinesas registraram outras cinco mortes.
Com isso, o balanço provisório do desastre chega a 543 mortos e mais de 1.400 desaparecidos. As equipes de resgate continuam mobilizadas na tentativa de localizar sobreviventes, mas enfrentam condições consideradas extremamente difíceis na região atingida.
Nesta sexta-feira, um primeiro grupo de socorristas chineses conseguiu chegar à principal área devastada pela avalanche, no Tibete. Segundo a imprensa estatal chinesa, 21 profissionais de resgate acompanhados por um cão farejador chegaram por volta das 16h30 no horário local, equivalente a 5h30 pelo horário de Brasília, ao posto de fronteira de Gyirong, próximo ao Nepal.
De acordo com a agência estatal Xinhua, essas foram as primeiras unidades profissionais a alcançar o principal ponto das operações de busca e resgate na área mais afetada.
A tragédia provocou uma grande mobilização das autoridades dos dois países. As equipes trabalham na localização de centenas de pessoas que continuam desaparecidas, enquanto as condições do terreno, o volume de escombros e os riscos de novos deslizamentos dificultam o avanço das operações.
O desastre ocorreu em uma região montanhosa próxima à fronteira entre Nepal e China e atingiu áreas de passagem e comunidades locais. As autoridades seguem atualizando o número de vítimas à medida que os trabalhos de resgate e identificação avançam.



