Equipes de resgate intensificaram, nesta quinta-feira (27), as buscas por sobreviventes após uma gigantesca avalanche de gelo, lama e rochas provocar uma enchente repentina e devastadora em regiões do Nepal e da China.
No Nepal, autoridades estimam que o número de mortos possa ultrapassar 270. Mais de mil pessoas estavam desaparecidas nos dois países, enquanto milhares de moradores e visitantes permaneciam isolados em cidades e vales atingidos pela força da correnteza.
Helicópteros foram mobilizados pelas autoridades nepalesas para localizar sobreviventes e levar alimentos e outros suprimentos de emergência às áreas mais afetadas. Mais de 5 mil integrantes do Exército e da polícia participam das operações de busca e resgate.
Segundo as autoridades, 100 visitantes indianos que estavam desaparecidos foram localizados, em sua maioria peregrinos. Também foram encontrados 25 trabalhadores chineses. Apesar dos resgates, mais de 650 estrangeiros ainda permaneciam desaparecidos no Nepal, enquanto o número de moradores locais desaparecidos ainda não havia sido contabilizado.
No distrito de Chitwan, cerca de 100 quilômetros da área mais atingida, 103 corpos foram recuperados do sistema fluvial. A quantidade de vítimas obrigou as autoridades a instalar tendas para acomodar os mortos, já que os hospitais locais não tinham capacidade suficiente.
Na China, 558 pessoas estavam desaparecidas no condado de Gyirong, no Tibete, incluindo 260 estrangeiros. O país registrava oficialmente três mortes.
Vídeos verificados mostram a força da enchente, com enormes volumes de água e detritos arrastando pessoas, veículos e construções. Casas, estradas e estruturas de energia foram destruídas pela correnteza.
As autoridades ainda investigam as causas do desastre. Informações iniciais apontaram que um terremoto poderia ter provocado o colapso de uma geleira. Posteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que a energia sísmica registrada teria sido causada pelo próprio desmoronamento de rochas e gelo, seguido por um grande fluxo de detritos.
As operações de resgate continuam, mas as condições permanecem difíceis. Na região do Tibete, autoridades chinesas também identificaram riscos relacionados a um lago represado, enquanto a previsão de novas chuvas pode aumentar os perigos e dificultar o trabalho das equipes.O desastre atingiu uma importante rota entre Catmandu, no Nepal, e Lhasa, no Tibete, utilizada por milhares de peregrinos e viajantes.



