O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, afirmou que foi processado pelo Ministério Público após autorizar a realização de encontros de oração dentro da empresa. A declaração foi feita durante entrevista ao programa O Antagonista Pensando o Brasil, concedida em junho, e voltou a repercutir nas redes sociais nos últimos dias.
Segundo Tallis, a iniciativa partiu dos próprios colaboradores, que solicitaram um espaço para promover reuniões semanais com orações, louvores e estudos bíblicos. O empresário afirmou que, apesar de ser católico, autorizou os encontros por considerar que a prática está amparada pela liberdade religiosa.
Durante a entrevista, Tallis questionou a atuação do Ministério Público no caso. “Eu fui processado pelo Ministério Público porque toda segunda-feira na minha empresa tem uma célula dos evangélicos que faz orações e louvor. Eu acho isso lindo. Sou católico, mas não tenho absolutamente nada contra. Não entendo o que o Ministério Público tem a ver com isso em uma empresa privada”, declarou.
A repercussão ocorre enquanto a G4 Educação é alvo de procedimentos instaurados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde 2024. As investigações envolvem denúncias relacionadas às condições de trabalho, jornadas, formas de contratação e também declarações públicas feitas por Tallis Gomes, incluindo posicionamentos sobre política e práticas religiosas no ambiente corporativo.
Até o momento, o Ministério Público do Trabalho não confirmou que eventual ação ou procedimento tenha sido instaurado exclusivamente em razão da realização dos encontros de oração. As apurações em andamento abrangem diferentes aspectos das relações de trabalho na empresa.
O caso reacendeu o debate nas redes sociais sobre os limites da liberdade religiosa no ambiente de trabalho, os direitos dos trabalhadores e a atuação dos órgãos de fiscalização nas relações entre empregadores e empregados.



