O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmou, na noite desta quarta-feira (29), que será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na Praça Santuário, em Divinópolis, cidade considerada seu principal reduto eleitoral.
A declaração ocorreu após o próprio partido divulgar uma nota informando que não lançaria Cleitinho como candidato ao Palácio Tiradentes. Segundo o senador, sua candidatura será mantida e a chapa terá como candidato a vice o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, também filiado ao Republicanos.
“Serei candidato a governador. A voz do povo é a voz de Deus, e preciso respeitar o povo mineiro”, afirmou Cleitinho durante o anúncio.

O senador também explicou que a demora na confirmação da candidatura ocorreu por uma questão familiar. Segundo ele, o irmão enfrentava novamente um quadro de leucemia e morreu recentemente, após um período de internação e tratamento, incluindo passagem pela UTI e realização de transplante.
Cleitinho afirmou que decidiu não anunciar a candidatura enquanto acompanhava a situação da família e disse que não participou da convenção partidária realizada no último sábado (25) por estar vivendo o período de luto.
“Eu expliquei isso para o meu partido”, declarou o senador, ao justificar a ausência no encontro da legenda.
Durante a coletiva, Cleitinho afirmou ainda que pediu desculpas ao partido caso sua situação pessoal tenha causado dificuldades nas articulações políticas. Ele também destacou que lidera pesquisas de intenção de voto e declarou que pretende realizar uma campanha com poucos recursos.
“Se eu conseguir ser candidato a governador, vou ser o primeiro governador eleito que menos gastou dinheiro”, afirmou.
A confirmação da candidatura ocorre após um impasse entre o senador e a direção do Republicanos, que havia anunciado apoio ao projeto do ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP). O cenário político mineiro segue em movimentação com a disputa pela definição das alianças para as eleições de 2026.



