Um homem suspeito de atuar como agiota e de espancar, ameaçar e expor mulheres nas redes sociais para cobrar empréstimos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta segunda-feira (28), no Centro de Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, as vítimas eram, em sua maioria, mulheres em situação de vulnerabilidade que recorriam aos empréstimos oferecidos pelo suspeito. Quando atrasavam os pagamentos, passavam a sofrer agressões físicas, ameaças de morte e constrangimentos públicos como forma de pressão para quitar as dívidas.
Segundo a Polícia Civil, o investigado gravava as agressões e utilizava os vídeos para intimidar as vítimas. Em uma das gravações, ele aparece ameaçando matar uma mulher. Em outro caso, publicou a fotografia de uma vítima em uma rede social acompanhada da frase “Vai virar exemplo”, numa tentativa de amedrontar outras pessoas que também possuíam débitos.

As investigações apontam que os empréstimos eram realizados principalmente na região da Guaicurus, no Centro da capital mineira. O delegado José Eduardo dos Santos afirmou que a violência empregada pelo suspeito era fundamental para manter as vítimas em silêncio. Segundo ele, as agressões e ameaças garantiam a impunidade do grupo, já que muitas mulheres tinham medo de denunciar os crimes.
Durante as apurações, a Polícia Civil também encontrou imagens em que o suspeito aparece portando armas. Conforme os investigadores, as fotografias eram utilizadas para reforçar as ameaças e intimidar os devedores.
Além do homem preso, a Polícia Civil investiga a participação de outros três suspeitos no esquema. Conforme as investigações, eles auxiliavam nas cobranças e filmavam as agressões praticadas contra as vítimas. Os policiais também trabalham para identificar outras pessoas que possam ter sido alvo do grupo criminoso.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem uma delegacia para registrar ocorrência e colaborar com as investigações. As denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 181 (Disque Denúncia) e 197 (Polícia Civil). Segundo os investigadores, novas informações poderão contribuir para localizar outras vítimas e esclarecer completamente a atuação da organização criminosa.



