O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), em Brasília, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República nas eleições deste ano. A confirmação ocorreu durante a convenção nacional da legenda, que aprovou o nome do mineiro por unanimidade.
Em seu discurso, Zema apresentou propostas voltadas à segurança pública e afirmou que pretende endurecer o combate ao crime organizado. Entre as principais medidas anunciadas está a criação de um presídio de segurança máxima em uma região isolada da Amazônia, destinado a receber lideranças de facções criminosas.
O candidato também declarou que pretende classificar as organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, seguindo um modelo semelhante ao adotado pelos Estados Unidos. Segundo ele, os chefes dessas organizações cumpririam penas de longa duração na unidade prisional.
Durante a convenção, Zema defendeu ainda que o país adote uma postura mais rígida no enfrentamento ao crime organizado e criticou o atual governo federal. Em seu pronunciamento, afirmou que sua candidatura representa uma alternativa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou sua experiência à frente do Executivo mineiro.
Além das propostas para a segurança pública, o candidato afirmou que sua plataforma eleitoral será baseada em responsabilidade fiscal, combate à corrupção, geração de empregos e fortalecimento da economia.
Apesar da oficialização da candidatura, o Partido Novo informou que a definição do candidato a vice-presidente ficará para a reta final do prazo eleitoral. De acordo com a legenda, o nome será anunciado até 5 de agosto, data limite estabelecida pela legislação.
Natural de Araxá (MG), Romeu Zema é empresário e presidiu o Grupo Zema antes de ingressar na política. Foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022, ainda no primeiro turno.



