A diarista de 30 anos, presa suspeita de assassinar um casal de idosos durante um latrocínio em Belo Horizonte, passará a ser investigada por outros possíveis crimes. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), após quatro pessoas procurarem a corporação relatando que também teriam sido dopadas pela investigada.
De acordo com a Polícia Civil, as supostas vítimas compareceram ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) ao longo das investigações. Os detalhes dos novos casos serão apresentados pelo delegado Gustavo Barletta em entrevista coletiva marcada para esta terça-feira (14).
Inquérito concluído
A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito sobre o assassinato do casal de idosos, indiciando a diarista pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte), em duas ocasiões. A suspeita foi presa em flagrante dois dias após o crime.
Além dela, quatro homens foram indiciados por receptação qualificada após adquirirem objetos roubados da residência das vítimas. Segundo a investigação, eles se apresentaram espontaneamente à polícia, acompanhados por advogados, afirmando que desconheciam a origem ilícita dos bens. Os itens, entre eles relógios, foram devolvidos às autoridades.
Conforme a Polícia Civil, a devolução voluntária dos objetos poderá resultar na redução da pena dos investigados, com base no artigo 16 do Código Penal, que trata do arrependimento posterior.
Crime chocou Minas Gerais
As vítimas, Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira, de 76, foram encontradas mortas na tarde de 30 de julho, em uma residência no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
As investigações apontam que o crime ocorreu no dia anterior. A perícia identificou a presença de calmantes e sedativos no sangue do casal, indicando que a diarista teria misturado os medicamentos em copos de suco servidos às vítimas antes de atacá-las com uma faca da própria casa.
Segundo a Polícia Civil, após ingerirem a bebida, os idosos começaram a perder os sentidos, momento em que sofreram mais de 40 golpes de faca.
No imóvel, os peritos constataram o arrombamento de uma gaveta onde eram guardadas semijoias, além do desaparecimento dos celulares das vítimas.
A suspeita foi localizada e presa em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Imagens de câmeras de segurança mostram a mulher entrando no prédio com uma roupa e deixando o local vestindo peças pertencentes a uma das vítimas, Maria Clotilde.
Agora, com o surgimento de novos relatos de possíveis vítimas, a Polícia Civil ampliará as investigações para verificar se a diarista pode ter praticado crimes semelhantes contra outras pessoas.



