Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos (SP), de 36 anos, foi preso preventivamente suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta bancária.
O caso, que está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, ganhou novos desdobramentos após a esposa da vítima relatar que voltou a ser atendida pelo suspeito no próprio IML, mesmo após a denúncia já ter sido registrada.
Segundo a mulher, o funcionário continuava exercendo normalmente suas atividades no instituto e chegou a atendê-la novamente quando ela buscava documentos relacionados ao processo de inventário do marido. Ela afirmou ter reconhecido o servidor durante o atendimento e disse ter ficado surpresa com a postura dele.
A vítima do caso havia morrido após um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas, em maio. Horas após a morte, o celular do homem foi entregue à família já danificado. Posteriormente, ao verificar a conta bancária, a esposa identificou uma transferência realizada às 6h49 do mesmo dia do óbito, valor que teria sido enviado para a conta do investigado.
A partir da descoberta, a família registrou boletim de ocorrência e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. De acordo com a apuração, há suspeitas de crimes como peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
A mulher também relatou que o aparelho do marido apresentava sinais de manipulação, incluindo ausência de registros de mensagens e mídias, o que levantou suspeitas sobre possível acesso indevido ao conteúdo do celular antes da devolução.
A prisão preventiva do atendente foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Civil na última segunda-feira (8). A Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que acompanha o caso e afirmou que não compactua com desvios de conduta, adotando medidas administrativas cabíveis.
O caso segue sob investigação.


