As obras de construção do Anel Hidráulico de Itabira seguem avançando dentro do cronograma previsto, segundo informações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). O projeto é considerado uma das principais iniciativas voltadas à segurança hídrica do município.
De acordo com o Saae, etapas consideradas mais complexas da obra já foram concluídas, incluindo intervenções em regiões de grande fluxo de veículos e no trecho sobre o viaduto da rede ferroviária, locais que exigiram maior atenção técnica e operacional.
Atualmente, cerca de 35% da implantação da rede nas avenidas Rio Doce e Brasil, no bairro Amazonas, já foi executada. O trecho é apontado como um dos mais importantes da obra devido ao intenso trânsito na região. Já a rede entre as Estações de Tratamento de Água (ETA) Pureza e Rio de Peixe alcançou 16% de execução.

Nesta quinta-feira (28), as equipes atuam na região da Fazenda do Capão e no Distrito Industrial, onde está sendo implantada uma rede de 300 milímetros, além da continuidade da instalação da rede de 400 milímetros no bairro Amazonas. A previsão é de que essas etapas sejam concluídas até o fim de outubro.
Segundo o engenheiro sanitarista do Saae e responsável técnico pelo projeto, Jorge Martins Borges, todo o material necessário para a execução da obra já foi adquirido, o que garante maior segurança no andamento dos trabalhos e reduz riscos de paralisações.
O Anel Hidráulico contará com aproximadamente seis quilômetros de rede, interligando as estruturas das ETAs Areão, Pureza e Rio de Peixe, além dos reservatórios Fênix e Juca Batista.
Após a conclusão, o sistema deverá fortalecer o abastecimento de água em Itabira, ampliar a segurança operacional e reduzir impactos causados por manutenções e interrupções emergenciais. A obra também é considerada fundamental para o funcionamento do sistema de captação Rio Tanque, apontado como um dos maiores investimentos já realizados no município para garantir a segurança hídrica da população.
O projeto é desenvolvido em parceria entre o Ministério Público, o Saae, a ONG Sociedade Ambiental Vivo Itabira (Savi) e instituições executoras.


