O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de queda nesta semana, marcado por cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio. O Ibovespa recuou 1,65%, fechando aos 192.888 pontos, no menor nível desde o início de abril.
Segundo analistas, o movimento foi influenciado pela realização de lucros — quando investidores vendem ações após altas recentes — e pela reavaliação de riscos no cenário internacional. As ações de bancos e mineradoras, que têm grande peso no índice, lideraram as perdas. Já papéis do setor de energia ajudaram a amenizar o recuo, acompanhando a alta do petróleo.
Outro fator que contribuiu para a queda foi a diminuição na entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira.
No câmbio, o dólar comercial apresentou estabilidade. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,97, com leve queda de 0,01%, mantendo-se no menor nível desde março de 2024. Apesar disso, houve oscilações ao longo do pregão, refletindo as incertezas externas.
No cenário internacional, o preço do petróleo avançou com força. O barril do tipo Brent subiu 3,5%, sendo negociado a US$ 101,91, enquanto o WTI avançou 3,66%, chegando a US$ 92,96.
A alta foi impulsionada pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além de novos episódios na região do Estreito de Ormuz, considerada estratégica para o transporte mundial da commodity.
Mesmo com sinais de trégua no conflito, o cenário geopolítico segue instável, mantendo os mercados em alerta e influenciando diretamente os preços internacionais e o comportamento dos investidores.



