A professora Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira (20), na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. A nova prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal na última semana.
Após se apresentar, Monique foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte da capital fluminense, onde passará por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, ela será transferida de volta para a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
A ré havia sido solta no dia 23 de março, após decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu o relaxamento da prisão depois do adiamento do julgamento. O processo, que envolve também o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, foi remarcado para o dia 25 de maio após a saída da defesa do plenário.
No entanto, na sexta-feira anterior à reapresentação, o ministro Gilmar Mendes determinou o restabelecimento da prisão preventiva de Monique, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República. A solicitação foi feita após manifestação de Leniel Borel, pai da vítima e assistente de acusação.
O caso remonta à morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Inicialmente, foi alegado que a criança teria sofrido um acidente doméstico, mas o laudo do Instituto Médico Legal apontou múltiplas lesões provocadas por ação violenta. As investigações da Polícia Civil indicaram que o menino era vítima de agressões frequentes.
Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Ele responde por homicídio qualificado, enquanto ela responde por homicídio e omissão de socorro.
A defesa de Monique informou que a cliente se apresentou voluntariamente e que já protocolou recursos no STF, incluindo pedidos de reavaliação da decisão. Segundo o advogado Hugo Novais, a expectativa é de que o julgamento ocorra na data prevista e que a ré seja absolvida.



