Um dos maiores nomes da história do basquete, Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP), na Grande São Paulo, aos 68 anos. O ex-atleta enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos.
De acordo com informações da prefeitura local, Oscar passou mal em casa e foi socorrido pelo Serviço de Resgate, sendo encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, já em parada cardiorrespiratória. Ele chegou à unidade sem vida.
Em nota, a assessoria destacou a trajetória marcante do ex-jogador, ressaltando que seu legado ultrapassa o esporte. A despedida será realizada de forma reservada, apenas com familiares, conforme desejo da família.
Natural de Natal (RN), Oscar iniciou sua trajetória no basquete ainda na adolescência, após se mudar para Brasília. Ao longo da carreira, construiu uma história de destaque tanto no Brasil quanto no exterior, atuando por clubes importantes e pela seleção brasileira.
Pela seleção, conquistou títulos sul-americanos e participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos — Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996) — sempre figurando entre os principais pontuadores das competições.
No cenário internacional, teve passagens marcantes pelo basquete italiano, onde atuou por mais de uma década. Já no Brasil, defendeu equipes como Palmeiras, Corinthians e Flamengo, consolidando-se como o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, superando o recorde que pertencia a Kareem Abdul-Jabbar.
Reconhecido mundialmente, Oscar foi incluído entre os 50 maiores jogadores da história pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também integrou o Hall da Fama do esporte.
Após encerrar a carreira, em 2003, passou a atuar como palestrante, compartilhando experiências e inspirando novas gerações. Sua morte marca o fim de uma era para o basquete brasileiro e mundial.



