O dólar encerrou o pregão em queda pelo quinto dia consecutivo e voltou a fechar abaixo de R$ 5, refletindo um cenário internacional mais favorável ao apetite por risco.
A moeda norte-americana terminou o dia praticamente estável, cotada a R$ 4,993, com recuo de 0,06% no dia. No acumulado do mês de abril, a divisa registra queda de 3,57%, enquanto no ano a desvalorização chega a 9,02%.
Durante a manhã, por volta das 11h, o dólar chegou a atingir R$ 4,97, mas reduziu o ritmo de queda ao longo do dia, em meio a movimentos de compra por investidores que aproveitaram a cotação mais baixa.
O desempenho da moeda foi influenciado pela diminuição das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve possa iniciar cortes na taxa de juros.
No mercado de commodities, o petróleo também registrou forte queda, acompanhando expectativas de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent recuou 4,6%, sendo negociado a US$ 94,79 em Londres, enquanto o WTI caiu cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.
A queda nas cotações do petróleo contribuiu para aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas de países emergentes e ativos considerados de maior risco.



