A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre um caso de violação de intimidade ocorrido em uma clínica de Itabira, envolvendo um técnico de radiologia suspeito de filmar pacientes nuas durante atendimentos.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do município e apurou crime previsto no artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade. O caso veio à tona após uma mulher de 28 anos, durante a realização de um exame admissional em novembro de 2025, perceber um aparelho celular escondido no bolso de um jaleco, posicionado de forma estratégica para captar imagens de sua nudez. O dispositivo pertencia ao profissional responsável pelo exame.
Segundo a Polícia Civil, as investigações reuniram provas consideradas consistentes, incluindo o depoimento da vítima, relatos de testemunhas e um laudo pericial detalhado. A perícia digital no celular apreendido identificou arquivos de vídeo que mostram o momento em que o suspeito, de 46 anos, preparava o equipamento para a gravação antes da entrada da paciente na sala.
Ainda conforme a apuração, a prática não teria sido isolada. A análise do material armazenado indicou que o comportamento era recorrente, com registros envolvendo pelo menos cinco mulheres.
Durante interrogatório, o investigado admitiu a conduta, mas alegou que agia por motivos de segurança pessoal.
O delegado responsável pelo caso, João Martins Teixeira Barbosa, ressaltou a gravidade dos fatos, destacando a quebra de confiança na relação entre profissional de saúde e paciente. Segundo ele, a conduta representa um desrespeito à intimidade e à autodeterminação da imagem das vítimas.
O suspeito foi indiciado, e o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que ficará responsável pela análise e possíveis medidas judiciais.



