O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tornou pública neste domingo (1º) uma carta escrita à mão na qual lamenta críticas feitas por integrantes da própria direita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a aliados políticos.
No texto, Bolsonaro afirma que pediu à esposa para que só se envolva mais diretamente na política após março deste ano. Segundo ele, a decisão está relacionada aos cuidados que Michelle vem dedicando à filha do casal, Laura, de 15 anos, recém-operada, além da assistência prestada a ele enquanto cumpre pena no Distrito Federal.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro também aproveitou a correspondência para enviar um recado aos correligionários. De acordo com o ex-presidente, em campanhas majoritárias e nas disputas por vagas ao Senado, os apoios devem ocorrer por meio do diálogo e do convencimento, “nunca por pressões ou ataques entre aliados”.
Na carta, o ex-chefe do Executivo agradece o apoio recebido e destaca que o futuro do Brasil depende da união do campo conservador. “Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu.
O documento circulou nas redes sociais e repercutiu entre apoiadores e lideranças políticas alinhadas ao ex-presidente.

Confira, na íntegra, o conteúdo da carta:
Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade – para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa.
A Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa.
Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados.
Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração.
Da nossa união, o futuro do Brasil.
Jair Bolsonaro



