A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça decretou a prisão preventiva de 25 pessoas investigadas por fazerem parte da facção criminosa Comando Vermelho. As prisões, efetuadas dentro da 2ª fase da “Operação Meetinghouse”, têm o objetivo de conter a continuidade das ações criminosas e resguardar a efetividade da persecução penal.
Os mandados foram cumpridos nessa quinta-feira, 15 de dezembro, nos municípios de Tocantins, Ubá, Além Paraíba, Rio Pomba, em Minas Gerais, e na cidade do Rio de Janeiro.
As prisões preventivas foram requeridas com base em elementos colhidos ao longo da investigação, que apura a atuação de organização criminosa vinculada à facção Comando Vermelho, com incidência na Zona da Mata mineira, especialmente nas regiões de Tocantins, Ubá e Rio Pomba, envolvendo crimes relacionados ao tráfico de drogas e de armas, além de homicídios e outros delitos graves.
Como desdobramento das medidas judiciais, duas pessoas apontadas como lideranças do grupo em Minas Gerais foram presas no Estado do Rio de Janeiro. Também foi determinada a indisponibilidade de bens, com a finalidade de enfraquecer a estrutura patrimonial utilizada para sustentar as atividades ilícitas.
Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional Zona da Mata, em conjunto com a Promotoria de Justiça Criminal de Ubá, Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro e Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
1ª fase da operação
Na primeira fase, deflagrada em novembro do ano passado, foram apreendidos 444 porções de cocaína, 41 pedras de crack, 31 porções de maconha, uma barra de maconha, dois revólveres calibre 32, um simulacro de arma de fogo, 62 munições de calibres variados, três bombas artesanais, além de 25 aparelhos celulares, um tablet, um notebook, cinco câmeras, quatro gravadores de vídeo digitais, dois rádios HT (rádio comunicador portátil, também conhecido como walkie-talkie), quatro balanças de precisão, materiais utilizados para embalagem de drogas e aproximadamente R$ 10 mil. Dois imóveis foram interditados/indisponibilizados pela Justiça e um veículo foi apreendido.
O MPMG ressalta que a investigação prossegue, com a adoção das providências necessárias para a completa identificação e responsabilização de todos os envolvidos nos crimes apurados, observados os limites legais e o interesse público.


