O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a primeira noite sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York, após ter sido capturado há menos de 24 horas por forças dos Estados Unidos em Caracas. A informação foi confirmada por autoridades norte-americanas neste sábado (3).
Segundo relatos oficiais, Maduro deixou a capital venezuelana na madrugada de sábado a bordo de um helicóptero militar dos EUA e foi levado inicialmente para um navio em local não divulgado no Mar do Caribe. Em seguida, o líder venezuelano foi transferido para a Base Naval norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, onde embarcou em um avião militar com destino aos Estados Unidos.

A aeronave, um Boeing 757 da Força Aérea americana, pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no norte do estado de Nova York, em meio a uma ampla operação de segurança. No local, dezenas de agentes federais aguardavam a chegada de Maduro, incluindo integrantes do FBI (polícia federal de investigação) e da Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês), sob temperaturas negativas que chegaram a 2 °C abaixo de zero.
Após o desembarque, Maduro foi transportado de helicóptero até Manhattan, onde passou por procedimentos de identificação em uma instalação federal ligada à DEA. Posteriormente, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde permanece sob custódia.
A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da transferência do líder venezuelano, nas quais ele aparece caminhando por um corredor identificado com a sigla “DEA NYD”, referente ao Distrito de Nova York da agência. No vídeo, Maduro aparenta tranquilidade e chega a desejar “boa noite” e “feliz ano novo” a pessoas fora do enquadramento.
De acordo com as autoridades judiciais, Nicolás Maduro deverá comparecer na próxima segunda-feira (5) ao tribunal federal de Manhattan. Ele já havia sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público do Distrito Sul de Nova York e, no sábado, novas denúncias foram apresentadas ao mesmo tribunal.
Entre as acusações que pesam contra o presidente venezuelano estão narcoterrorismo, conspiração para importar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso de armas automáticas. Os próximos desdobramentos do caso devem ocorrer nos próximos dias, sob a condução de um juiz federal em Nova York.



