Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) o novo salário mínimo no Brasil, fixado em R$ 1.621, valor 6,79% maior que o piso anterior, de R$ 1.518, vigente em 2025. Apesar de já estar valendo, o novo salário começará a ser pago a partir de fevereiro, referente à folha de janeiro.
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo retomada em 2022, que considera a inflação pelo INPC e o crescimento do PIB. Em 2025, o INPC acumulado foi de 4,18% e o PIB de 2024 cresceu 3,4%. Pelos critérios tradicionais, o valor poderia chegar a cerca de R$ 1.636.
No entanto, uma lei aprovada em 2024 limita o aumento real do salário mínimo a 2,5% acima da inflação entre 2025 e 2030. A medida faz parte das ações do governo para manter o equilíbrio do arcabouço fiscal.
Além de impactar diretamente os trabalhadores, o salário mínimo serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, como seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pensão alimentícia.
De acordo com o Dieese, 61,9 milhões de brasileiros têm renda atrelada ao salário mínimo. Com o novo valor, a estimativa é de um aumento de R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando o consumo e a circulação de renda no país.



