A partir de 1º de janeiro de 2026, os combustíveis ficam mais caros em todo o Brasil com a atualização do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O reajuste atinge a gasolina, o etanol, o diesel e também o gás de cozinha (GLP), com impacto direto no bolso do consumidor e reflexos em cadeia na economia.
Com a mudança, o ICMS passa a ser cobrado por meio de um valor fixo por litro (modelo ad rem), substituindo o cálculo percentual sobre o preço final. A nova sistemática unifica a tributação estadual em todo o país e prevê atualização anual das alíquotas.
Pelo novo reajuste, a gasolina e o etanol anidro terão aumento de R$ 0,10 por litro, enquanto o diesel e o biodiesel sofrerão acréscimo de R$ 0,05 por litro. Já o gás de cozinha (GLP) terá alta de R$ 0,08 por quilo, o que representa cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos.
Segundo o Confaz, a atualização busca adequar a arrecadação dos estados e garantir maior previsibilidade tributária. No entanto, o reajuste ocorre em um cenário de custos elevados de produção e logística, além da instabilidade no mercado internacional do petróleo, fatores que pressionam ainda mais os preços.
Especialistas alertam que o aumento dos combustíveis tende a provocar um efeito cascata, elevando os custos do transporte de cargas e influenciando os preços de alimentos, serviços e outros produtos essenciais. Com isso, o reajuste do ICMS deve contribuir para a alta do custo de vida da população já no início de 2026.
Embora a unificação da cobrança traga maior padronização tributária entre os estados, o impacto imediato recai sobre o consumidor final, que sentirá o aumento nos preços nas bombas e nas despesas do dia a dia.



