A Defesa Civil Nacional publicou uma nova mensagem nas redes sociais neste domingo (8) para tranquilizar a população sobre a recomendação de preparar um kit de emergência. Segundo o órgão, a orientação tem caráter preventivo e não está relacionada a qualquer situação de perigo iminente.
“Calma! Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina”, diz a publicação, que também pede para que as pessoas não criem pânico.
A manifestação foi feita dois dias depois de uma primeira publicação em que a Defesa Civil incentivou os brasileiros a organizarem um kit com itens essenciais para situações de emergência. A recomendação considera que, em desastres de grandes proporções, o atendimento e a ajuda às áreas atingidas podem demorar a chegar.
De acordo com as orientações, o kit deve conter suprimentos suficientes para atender às necessidades básicas de uma pessoa por até 72 horas. Entre os itens recomendados estão dois litros de água potável por dia, por pessoa, alimentos não perecíveis, como enlatados e frutas secas, medicamentos de uso contínuo, remédios para emergências e materiais de primeiros socorros.
A iniciativa gerou repercussão nas redes sociais. Enquanto alguns internautas classificaram a recomendação como exagerada, outros demonstraram preocupação com a possibilidade de algum desastre estar prestes a acontecer.
Em nota divulgada na noite de sábado, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, ao qual a Defesa Civil está vinculada, esclareceu que a orientação não está relacionada a nenhum alerta nacional nem a uma previsão de interrupção generalizada dos serviços públicos ou do abastecimento.
O ministério também destacou que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil divulga regularmente orientações de autoproteção para diferentes situações de emergência e desastres.
Condições meteorológicas
Apesar de não relacionar a recomendação a um evento específico ou iminente, o ministério informou que acompanha de perto as condições meteorológicas no Sul do país, onde chuvas intensas e alagamentos têm provocado estragos.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, foram registrados sete tornados, fenômenos que podem apresentar ventos superiores a 100 quilômetros por hora. As autoridades investigam a possível relação de pelo menos quatro mortes com as tempestades.
Para este fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alerta vermelho para eventos climáticos extremos na região Sul.


