O dólar fechou em alta e a Bolsa brasileira encerrou em queda nesta quinta-feira (5), em um pregão marcado pela aversão ao risco nos mercados internacionais. O movimento foi influenciado principalmente pelas fortes perdas registradas em Wall Street, com destaque para ações de empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia.
O dólar comercial subiu 0,67% e terminou o dia cotado a R$ 5,4876. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 31,16 bilhões.
Dólar sobe com cenário externo
A valorização da moeda norte-americana acompanhou a piora do cenário internacional. As perdas expressivas de empresas de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos levaram investidores a reduzir posições em ativos de maior risco e buscar proteção no dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda em relação a uma cesta de divisas internacionais, avançou 0,09%, aos 101,560 pontos.
No Brasil, o mercado também acompanhou as discussões sobre a política econômica do governo federal e a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano.
Outro indicador que entrou no radar dos investidores foi a produção industrial brasileira, que registrou queda de 0,8% em setembro na comparação com agosto. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 2,5%.
Ibovespa acompanha perdas internacionais
O Ibovespa iniciou o pregão em alta e chegou a se aproximar dos 169 mil pontos, mas perdeu força ao longo do dia, acompanhando o desempenho negativo das bolsas norte-americanas.
O índice brasileiro atingiu a máxima de 168.994,33 pontos e encerrou a sessão aos 166.191,45 pontos, com queda de 0,82%.
Wall Street registra fortes quedas
As principais bolsas dos Estados Unidos fecharam em baixa, pressionadas principalmente pelas ações de tecnologia e inteligência artificial. O Nasdaq recuou 5,52%, aos 24.315 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 4,36%, aos 7.353,73 pontos. Já o Dow Jones registrou queda de 3,44%, encerrando aos 51.523,06 pontos.
Política econômica no radar
No cenário doméstico, investidores também repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos.
Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar as discussões sobre medidas econômicas e manter o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas, sem anunciar novas medidas fiscais.


