Jornais de diferentes países repercutiram nesta terça-feira (27) as notícias sobre a possível saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil com destino aos Estados Unidos, menos de 48 horas após a derrota nas eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela agência Reuters e por veículos internacionais, mas detalhes sobre o deslocamento e o paradeiro do parlamentar ainda não foram esclarecidos oficialmente.
Entre os primeiros veículos a noticiar o caso esteve o Infobae, da Argentina. O jornal informou que havia suspeita de que Flávio teria embarcado com a família em um jato particular a partir de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino aos Estados Unidos. Essa versão, porém, não havia sido confirmada oficialmente pelo governo argentino.
O também argentino La Nación publicou informações atribuídas a fontes próximas ao senador, segundo as quais autoridades norte-americanas teriam participado das articulações relacionadas à viagem. O jornal também mencionou a presença de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o The New York Times destacou que a possível saída de Flávio ocorreu após a derrota eleitoral e em meio a uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e o proibia de deixar o país.
O espanhol El País relembrou que Flávio não reconheceu imediatamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a apuração. O periódico também comparou o episódio à viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos antes da posse de Lula, em 2023, depois da eleição presidencial de 2022.
Já o britânico The Guardian noticiou a possibilidade de Flávio estar a caminho dos Estados Unidos e avaliou que o episódio pode ter consequências para o campo político da direita brasileira. O jornal também citou a situação judicial de Eduardo Bolsonaro e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Paradeiro do senador ainda não foi esclarecido
As primeiras notícias sobre a possível viagem começaram a circular pela manhã, principalmente na imprensa argentina. Inicialmente, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou que desconhecia o deslocamento.
Posteriormente, Marinho declarou que não tinha notícias do senador desde aproximadamente as 8h. Segundo ele, Flávio havia enviado uma mensagem dizendo que precisava “dar um tempo” e que voltaria a conversar com os aliados.
Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México Simón Levy afirmou que Flávio teria chegado aos Estados Unidos. A publicação também mencionou uma suposta articulação envolvendo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Essas informações, contudo, não foram acompanhadas, no material divulgado, de uma confirmação oficial detalhada por parte das autoridades dos dois países.
A possível saída do senador ocorre em meio a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e à repercussão de uma decisão judicial relacionada à entrega de seus passaportes. Segundo informações divulgadas pela imprensa, os documentos foram cancelados pela Polícia Federal após o descumprimento da determinação judicial.
Até o momento, permanecem sem esclarecimento oficial o local de embarque, a confirmação definitiva da chegada aos Estados Unidos e as circunstâncias do deslocamento. As informações divulgadas por veículos internacionais e por pessoas próximas ao senador devem ser distinguidas de confirmações feitas pelas autoridades responsáveis.



