O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 64.256.232 votos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (25). O resultado representa cerca de 10,3 milhões de votos a mais em comparação com o primeiro turno, quando o petista obteve quase 53,9 milhões de votos.
O crescimento da votação de Lula foi registrado nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, com destaque para Minas Gerais, onde o candidato conseguiu reverter a vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa da disputa.
Em números absolutos, São Paulo foi o estado que apresentou o maior aumento na votação do petista entre os dois turnos, com aproximadamente 2,6 milhões de votos adicionais. Minas Gerais ficou em segundo lugar, com crescimento superior a 1,1 milhão de votos no período.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente em Minas Gerais, com aproximadamente 5,7 milhões de votos, contra 5,1 milhões de Lula. No segundo turno, o cenário mudou. O petista alcançou cerca de 6,3 milhões de votos no estado, enquanto o candidato do PL recebeu aproximadamente 6,2 milhões. Com isso, Minas Gerais foi o único estado em que Lula conseguiu reverter a liderança de Flávio entre o primeiro e o segundo turno, conforme os dados apresentados no levantamento.
Outro destaque foi o desempenho de Lula no Rio de Janeiro, estado associado à trajetória política de Flávio Bolsonaro. Entre os dois turnos, o petista ampliou sua votação em mais de 872 mil votos, enquanto o candidato do PL acrescentou pouco mais de 202 mil votos ao total obtido na primeira etapa.
Flávio também aumentou sua votação em grande parte do país, mas registrou redução no número de votos em seis estados: Maranhão, Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Tocantins.
Em números absolutos, os menores aumentos da votação de Lula foram registrados em Roraima, Acre e Amapá. Nesses estados, o presidente eleito somou, respectivamente, pouco mais de 9 mil, 9,7 mil e 10,4 mil votos adicionais entre os dois turnos.
Os resultados mostram diferenças regionais no comportamento do eleitorado durante a disputa presidencial. Embora os dois candidatos tenham ampliado sua votação em diversas unidades da Federação, o crescimento de Lula foi suficiente para garantir a vitória nacional no segundo turno.


