Minas Gerais investiga 69 casos suspeitos de febre amarela. Até o momento, não há confirmações da doença em humanos, mas os registros em análise reforçam o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação, considerada a principal forma de prevenção contra a doença, que pode ser grave e levar à morte.
Outro motivo de preocupação é a confirmação do vírus em 33 primatas no estado. Segundo as orientações sanitárias, os macacos não transmitem febre amarela às pessoas. Esses animais, porém, são considerados sentinelas naturais, pois a identificação do vírus neles indica a possível circulação da doença no ambiente e ajuda a orientar as ações de vigilância epidemiológica.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recomenda que a população confira o cartão de vacinação e procure uma unidade de saúde para atualizar as doses, caso necessário. O período de maior ocorrência da doença costuma ocorrer entre dezembro e maio.
Cobertura vacinal ainda está abaixo da meta
Dados da Vigilância Epidemiológica Estadual apontam que a cobertura vacinal contra a febre amarela em Minas Gerais foi de 84,91% em 2025 e chegou a 87,50% em 2026. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Quem deve se vacinar?
De acordo com as recomendações apresentadas pelas autoridades de saúde:
- Crianças aos 9 meses: devem receber a primeira dose.
- Crianças aos 4 anos: devem receber uma dose de reforço.
- Pessoas de 5 a 59 anos: quem não foi vacinado ou não tem comprovante de vacinação deve procurar um serviço de saúde para verificar a necessidade da dose.
- Pessoas vacinadas antes dos 5 anos: quem recebeu apenas uma dose nessa faixa etária deve verificar a necessidade de reforço.
- Pessoas com 60 anos ou mais: a vacinação deve ser avaliada por um profissional de saúde.
- Viajantes: pessoas que irão para áreas com circulação do vírus e não estão vacinadas devem buscar orientação, preferencialmente com pelo menos dez dias de antecedência da viagem.
Outras medidas de prevenção
Além da vacina, é importante adotar medidas para evitar picadas de mosquitos, como usar repelente, vestir roupas de mangas compridas e calças compridas e utilizar calçados fechados, especialmente durante atividades ao ar livre.
A orientação é manter a vacinação em dia e comunicar aos serviços de saúde a presença de macacos mortos ou doentes, sem tocar ou tentar capturar os animais.



