O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste sábado (10) o envio de 290 profissionais, seis aviões e equipamentos para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Segundo o presidente, a equipe chegaria ao estado ainda neste sábado, em meio ao avanço das queimadas, que começaram a se intensificar na última terça-feira (6).
Em publicação na rede social X, Lula informou que conversou com o governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), para comunicar o reforço. De acordo com o presidente, a mobilização tem como objetivo ampliar o combate ao fogo e proteger a população e a floresta.
O anúncio ocorre enquanto Manaus enfrenta o terceiro dia consecutivo de fumaça. Segundo a Defesa Civil, sensores registraram concentrações de material particulado fino (MP2,5) entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas neste sábado. Os índices apontam condições de qualidade do ar consideradas ruins ou muito ruins, com riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia extinguido 229 focos de incêndio no estado e continuava atuando no combate a outros 20. A pasta não informou os locais de concentração das equipes.
Governo federal e Bombeiros divergem sobre pedido de ajuda
O envio de reforços foi anunciado após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmar na sexta-feira (9) que o governo federal havia negado um pedido de apoio para o combate aos incêndios.
Em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica, Muniz declarou que a corporação havia solicitado aeronaves, inclusive para atuar em áreas sob responsabilidade federal. Na ocasião, ele pediu a união de esforços entre os governos estadual e federal para ampliar a resposta às queimadas.
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente contestou a declaração. Segundo a pasta, o governo estadual havia solicitado ajuda em setembro, mas dispensou uma equipe federal antes de seu deslocamento para atuar em campo.
O ministério afirmou ainda que as ações federais de combate e monitoramento das queimadas continuam no Amazonas.



