O Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu a entrada de profissionais da imprensa no plenário durante a sessão desta terça-feira (15), que analisará os próximos passos relacionados ao caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o tribunal, a medida atende a recomendações feitas pelos próprios ministros. Jornalistas que acompanham regularmente as atividades da Corte permanecerão no comitê de imprensa, enquanto os demais profissionais deverão aguardar em uma área externa. Os celulares das pessoas autorizadas a permanecer no plenário deverão ficar lacrados durante a sessão.
A reunião dos ministros está marcada para as 10h e será transmitida pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. Entre os pontos em análise está o material obtido pela Polícia Federal, incluindo mensagens atribuídas a conversas relacionadas ao caso. A Corte deverá avaliar se há elementos para a abertura de uma investigação formal contra Alexandre de Moraes ou se o caso será arquivado.
A restrição gerou reação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que contestou a decisão e pediu à presidência do STF uma revisão urgente da medida. A entidade argumenta que a limitação prejudica o princípio da publicidade dos atos judiciais e dificulta a cobertura independente das atividades do tribunal.
A Abraji também afirmou que, embora as transmissões oficiais contribuam para a transparência, elas não substituem a presença física dos jornalistas, que podem acompanhar aspectos da sessão que não são captados pelas câmeras institucionais.
Além do plenário, o acesso da imprensa também foi restringido na Esplanada dos Ministérios, nas proximidades do setor das bandeiras. Ex-integrantes do STF estão autorizados a participar da sessão.
O ministro Flávio Dino afirmou, em comunicado, que não foi consultado sobre a decisão que restringiu o acesso dos profissionais de imprensa.



