O dólar à vista fechou a R$ 5,149, com alta de 0,49%. Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a subir mais de 1% e atingiu a máxima de R$ 5,183. Na parte da tarde, porém, perdeu força e chegou à mínima de R$ 5,1414. Apesar da alta no pregão, a moeda acumula queda de 6,19% no ano.
A pressão sobre o dólar refletiu a valorização da moeda norte-americana no exterior e a procura por ativos considerados mais seguros diante do avanço do petróleo e das tensões geopolíticas. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã ajudaram a reduzir parte das preocupações relacionadas à oferta global de petróleo.
No Brasil, os investidores também acompanharam as incertezas políticas, a divulgação de pesquisas eleitorais e os desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao Banco Master. O plenário do STF deve analisar nesta terça-feira (15) o caso envolvendo conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos, enquanto o volume financeiro movimentado somou R$ 24,4 bilhões.
A queda foi pressionada principalmente pelas ações de empresas mineradoras, em meio ao recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro também contribuiu para a instabilidade dos negócios.
No exterior, as preocupações relacionadas aos riscos envolvendo o avanço da inteligência artificial também afetaram o sentimento dos investidores. Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda de 0,48%.
O petróleo também esteve entre os principais fatores de pressão sobre os mercados. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, chegou a ser negociado a US$ 109,80 durante a manhã, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e embarcações no Oriente Médio.
A cotação perdeu força ao longo da tarde diante de indicações de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e de notícias sobre uma eventual suspensão de ataques contra infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia. Mesmo assim, o Brent para novembro terminou o dia a US$ 105,68, com alta de 1,02%.
O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano. A valorização do petróleo aumenta as preocupações com a inflação e pode influenciar as decisões dos bancos centrais sobre os juros, mantendo o mercado de energia e o cenário geopolítico entre os principais focos dos investidores nesta semana.



