Nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2026, o mundo relembra os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, um dos acontecimentos mais marcantes da história recente. Naquele dia, imagens das torres do World Trade Center, em Nova York, tomadas pela fumaça e posteriormente desabando, foram transmitidas ao vivo para milhões de pessoas.
Os ataques foram coordenados pela organização terrorista Al Qaeda, que sequestrou quatro aviões comerciais. Duas aeronaves foram lançadas contra as torres gêmeas do World Trade Center, uma atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia, e o quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia.
Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, que provocaram profundas mudanças na política internacional, na segurança aeroportuária e na forma como o terrorismo passou a ser tratado em todo o mundo.
Além da dimensão humana da tragédia, a transmissão ao vivo dos acontecimentos fez com que o atentado alcançasse uma audiência global. Naquele período, a internet ainda não tinha a presença que possui atualmente, e a televisão ocupava papel central na divulgação das informações.
Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a repetição das imagens das torres em chamas e de seu desabamento produziu um trauma coletivo. Segundo ele, a televisão criou uma espécie de “tempo congelado”, ao repetir durante horas as mesmas cenas e ampliar a percepção daquele momento histórico. A experiência fez com que pessoas de diferentes partes do mundo guardassem lembranças muito precisas de onde estavam quando souberam dos ataques.
Os aviões sequestrados atingiram os alvos em alta velocidade, provocando grandes explosões e o posterior colapso das torres do World Trade Center. Além das vítimas dos ataques, centenas de milhares de pessoas foram expostas à poeira e aos resíduos liberados após o desabamento dos edifícios. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas tenham sido expostas à poeira tóxica.
A operação de remoção dos escombros foi uma das maiores já realizadas em Nova York. Aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de materiais foram retiradas da região, em um trabalho que durou cerca de oito meses.
O brasileiro Márcio Boruchowski, que trabalhava em um edifício próximo às torres, estava na região no momento dos ataques. Em entrevista à TV Brasil, ele relatou que o impacto sonoro provocado pelo desabamento dos prédios foi uma das lembranças mais marcantes daquele dia.
Vinte e cinco anos após os atentados, o processo judicial contra os acusados de planejar os ataques ainda não foi concluído. Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos atentados, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele foi preso em 2003, no Paquistão, e está detido na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, desde 2006.
Também estão previstos no julgamento Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali, acusados de participação na conspiração.
O líder e fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden, apontado como responsável pela organização dos ataques, foi morto em 2011 durante uma operação realizada por forças dos Estados Unidos no Paquistão.
O 11 de Setembro deixou marcas profundas não apenas nos Estados Unidos, mas em diferentes partes do planeta. As consequências dos ataques influenciaram guerras, políticas de segurança, relações internacionais e medidas de controle em aeroportos durante as décadas seguintes. Um quarto de século depois, as imagens daquele dia continuam presentes na memória coletiva e ajudam a dimensionar o impacto de um acontecimento que mudou o curso da história no início do século 21.



