A Justiça acolheu denúncia formulada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e condenou um homem a mais de 57 anos de prisão pela prática de crimes sexuais contra uma adolescente e violência doméstica contra uma mulher no município de Novo Cruzeiro, localizado no Vale do Jequitinhonha. A decisão judicial também incluiu condenação por ocultação de veículo com sinais identificadores adulterados.
Conforme a ação penal conduzida pelo MPMG, os abusos vieram à tona após a adolescente buscar auxílio e relatar os episódios diretamente à direção de sua escola. A denúncia escolar mobilizou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, desencadeando as investigações e diligências necessárias para a apuração dos fatos no âmbito familiar.
Durante o processo, a Justiça considerou amplamente comprovada a prática continuada de estupro de vulnerável contra a vítima enquanto ela tinha menos de 14 anos, além de crimes de estupro cometidos posteriormente mediante violência ou grave ameaça. Em relação à segunda vítima, o magistrado reconheceu os crimes de estupro, ameaça no contexto de violência doméstica e vias de fato. As investigações também resultaram na localização de uma motocicleta com identificação adulterada, culminando na condenação do réu por ocultação do bem.
A pena total fixada pela Justiça foi de 57 anos e 20 dias de reclusão, somada a dois meses de detenção, um mês e 15 dias de prisão simples, além do pagamento de multa e de indenização mínima por danos morais destinados às vítimas. O regime inicial de cumprimento da pena estabelecido foi o fechado, e o réu teve o direito de recorrer em liberdade negado, permanecendo preso.



