Um suposto relatório atribuído à Polícia Federal (PF), que apontaria a inexistência de indícios suficientes para a abertura de um inquérito ou adoção de medidas investigativas contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), circulou nas redes sociais nesta quinta-feira (3). A própria Polícia Federal, entretanto, negou ter produzido o documento e informou que o material é falso.
O arquivo compartilhado nas redes sociais afirmava que as conversas mantidas entre Nikolas Ferreira e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, não apresentariam elementos suficientes para indicar, por si só, a prática de crime pelo parlamentar. O suposto relatório também dizia que não haviam sido identificados indícios de vantagem indevida ou promessa de benefício relacionados aos contatos entre os dois.
Ao site Aos Fatos, a Polícia Federal afirmou que não produziu a imagem nem o conteúdo do documento que circulou na internet. Dessa forma, o material não representa uma manifestação oficial da corporação nem pode ser utilizado como conclusão da PF sobre o caso.
A circulação do documento ocorreu no mesmo período em que Nikolas Ferreira confirmou ter mantido contato com Daniel Vorcaro em duas ocasiões. Segundo o deputado, o primeiro contato aconteceu em 2024, depois que tomou conhecimento de que o Banco Master havia financiado um evento realizado em Londres. Na ocasião, o parlamentar afirmou que procurou Vorcaro após apresentar um pedido com base na Lei de Acesso à Informação para tentar identificar quem havia custeado a participação de autoridades brasileiras no evento.
O segundo contato, de acordo com Nikolas, ocorreu em 2025. O deputado afirmou que encaminhou a Vorcaro o contato de seu amigo e advogado Thiago Rodrigues de Faria, que buscava tratar de um ativo minerário. Segundo o parlamentar, ele apenas fez uma intermediação entre os dois.
Nikolas também declarou que não voltou a conversar com Vorcaro depois que surgiram notícias sobre as investigações envolvendo o ex-banqueiro. O deputado negou ter recebido recursos ou firmado contratos com ele e afirmou que não houve qualquer irregularidade em sua relação com o empresário.
“Não houve nenhum contrato fechado, nunca recebi nenhum centavo dele”, declarou Nikolas.
O caso ocorre em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Até o momento, o suposto relatório que circulou nas redes sociais não é reconhecido pela Polícia Federal e, portanto, não representa uma conclusão oficial da corporação sobre a existência ou não de eventuais irregularidades envolvendo o deputado.



