A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas de semaglutida no Brasil, medicamentos indicados para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.
Os produtos, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras” devido ao efeito de auxílio na perda de peso, foram autorizados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, especialmente em casos em que o uso da metformina não é recomendado por intolerância ou contraindicação.
Os medicamentos aprovados são:
- Owozy – da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
- Seemasun – da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
- Zempneo – da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
- Semavy – da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
- Orsema – da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) por meio das resoluções 2.941/2026 e 2.942/2026.
Segundo a Anvisa, os medicamentos foram registrados por comparação com o produto biológico Ozempic e possuem como princípio ativo a semaglutida sintética, uma substância semelhante ao hormônio GLP-1, que atua no estímulo à produção de insulina e no controle da saciedade.
A agência informou que essa foi uma das maiores aprovações de medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 já realizadas pela vigilância sanitária brasileira. O aumento dos pedidos de registro está relacionado ao avanço das versões sintéticas desses medicamentos desenvolvidas nos últimos anos.
A Anvisa reforçou que não comercializa medicamentos. A função da agência é autorizar o registro para venda legal no país, garantindo que os produtos atendam aos critérios de segurança, qualidade e eficácia.
A agência também alertou para golpes envolvendo anúncios falsos na internet que afirmam vender “canetas emagrecedoras” diretamente pela Anvisa. A recomendação é denunciar essas páginas e ofertas suspeitas.
Outro alerta foi feito sobre a retatrutida, medicamento experimental da farmacêutica Eli Lilly. Segundo a Anvisa, o produto ainda está em fase de estudos e não possui autorização para comercialização em nenhum país. A venda pela internet ou redes sociais é considerada irregular e representa riscos à saúde.
A orientação da agência é que consumidores utilizem apenas medicamentos registrados e adquiridos por meios autorizados, evitando produtos de origem desconhecida.



