A Justiça de Minas Gerais determinou a interdição imediata do acesso ao poço principal da Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, na Região Central do estado. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apontou o descumprimento de medidas de segurança previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o município.
A determinação proíbe a entrada de visitantes no local e estabelece o isolamento de uma área de 500 metros ao redor da queda d’água, com instalação de barreiras físicas e placas informativas sobre a restrição de acesso. Apenas equipes técnicas autorizadas poderão entrar para atividades de monitoramento e manutenção.
Considerada a maior cachoeira de Minas Gerais e uma das mais altas do Brasil, a Cachoeira do Tabuleiro já havia tido o poço principal interditado em 2021, após o desprendimento de um bloco rochoso.
Segundo o MPMG, estudos técnicos e vistorias realizadas por especialistas e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) apontaram riscos geológicos na área e recomendaram medidas permanentes de segurança.
Entre as exigências ainda pendentes estão a instalação de equipamentos para monitoramento de chuvas e possíveis trombas d’água, sistema de acompanhamento sísmico, fiscalização contínua do paredão rochoso e adequações no plano de manejo do parque.
A Promotoria informou que as intervenções realizadas pela prefeitura para retirada de blocos instáveis não garantem segurança em toda a extensão do paredão, que possui pontos classificados como de médio e alto risco.
A Justiça também fixou multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 10 mil, caso a determinação seja descumprida.
O objetivo da medida é garantir a segurança dos visitantes e permitir uma futura reabertura do atrativo turístico somente após o cumprimento de todas as ações técnicas necessárias.



