A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê Helena Almeida, de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza, não foi vítima de violência sexual. O laudo oficial, divulgado nesta sexta-feira (17), aponta que a criança morreu por asfixia, alterando os rumos das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A conclusão da perícia contradiz a avaliação clínica inicial realizada pela equipe médica do hospital onde a bebê foi atendida. O primeiro relatório, assinado por seis profissionais de saúde, indicava lesões compatíveis com abuso sexual, o que levou à prisão em flagrante de dois homens por suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.
Com o resultado dos exames periciais, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que não foram encontrados vestígios de violência sexual. Os exames sexológicos descartaram abuso, enquanto análises laboratoriais também não identificaram a presença de sêmen, material genético dos suspeitos, álcool ou drogas no organismo da criança.
Diante das novas evidências, a Polícia Civil reclassificou a investigação para homicídio culposo, afastando, até o momento, a hipótese de estupro.
Nota Secretaria de Segurança Pública
“Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança.
Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela.
O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”, informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), diz a nota.
Com o resultado da perícia, a Polícia Civil reclassificou a investigação para homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e deixou de considerar, até o momento, a hipótese de estupro.

A bebê morreu na última segunda-feira (13), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital particular de Fortaleza. Em depoimento, ela relatou que participava de uma confraternização em um apartamento quando percebeu que a filha passava mal. Inicialmente, acreditou que a criança estivesse engasgada.
No mesmo dia, foram presos Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado como companheiro da mãe, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo dele. Segundo a Polícia Civil, ambos apresentavam sinais de embriaguez no momento da prisão. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas, e os dois permanecem detidos em celas separadas.
Em seu depoimento, a mãe afirmou que, após uma discussão durante a confraternização, perdeu a consciência. Ao acordar, encontrou a filha em outra posição e relatou ter visto um dos suspeitos sobre a criança. Ela pegou a bebê e buscou socorro imediatamente.
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias que provocaram a morte de Helena e apurar a responsabilidade dos envolvidos.



