A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Sanitas, que investiga um esquema de comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira sem autorização sanitária.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em cinco municípios de Minas Gerais: Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, Caratinga e Belo Horizonte.
Segundo a PF, a nova etapa da operação teve início após o avanço das investigações realizadas na primeira fase da ação. Os levantamentos apontaram a possível atuação de novos grupos envolvidos na importação clandestina, armazenamento, fracionamento, divulgação e venda de medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento.
Entre os produtos investigados estão substâncias como tirzepatida, retatrutida e compostos semelhantes, todos de procedência estrangeira e sem autorização sanitária regular para comercialização no Brasil.

Os mandados foram cumpridos em diferentes endereços: dois em Belo Horizonte, um em Caratinga, quatro em Coronel Fabriciano, três em Ipatinga e um em Santana do Paraíso. A operação teve caráter de busca e apreensão, com o objetivo de recolher materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Sanitas recebeu esse nome em referência à importância da proteção da saúde pública e da garantia de condições sanitárias adequadas para produtos oferecidos à população.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Sanitas foi realizada em março deste ano e resultou na prisão de dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de venda irregular de medicamentos para emagrecimento.
Na ocasião, a investigação apontou a comercialização de um produto à base de tirzepatida, conhecido como “Lipoless”, de origem paraguaia e sem registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Durante a primeira etapa, a PF também apreendeu celulares e veículos, além de determinar medidas cautelares contra suspeitos, incluindo restrições relacionadas ao uso de redes sociais.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e esclarecer a origem e a distribuição dos medicamentos comercializados ilegalmente.



