A cantora galesa Bonnie Tyler morreu nesta quinta-feira (9), aos 75 anos, em um hospital de Faro, no sul de Portugal, onde estava internada desde abril após uma cirurgia de emergência para tratar uma perfuração intestinal. Nas últimas semanas, seu estado de saúde havia se agravado, e ela chegou a permanecer em coma induzido antes de falecer.
Nascida como Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler construiu uma carreira de mais de cinco décadas e se tornou um dos maiores nomes da música internacional. Sua voz rouca e marcante, que se transformou em sua principal característica após uma cirurgia nas cordas vocais, ajudou a consolidar sucessos que atravessaram gerações.
A artista ganhou projeção mundial no fim da década de 1970 com “It’s a Heartache”, mas alcançou o auge da carreira nos anos 1980 ao interpretar clássicos como “Total Eclipse of the Heart” e “Holding Out for a Hero”, músicas que figuram entre as mais conhecidas da história do pop e continuam presentes em filmes, séries e plataformas de streaming.

Ao longo da carreira, Bonnie Tyler recebeu indicações ao Grammy, representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção em 2013 e foi condecorada como Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) por sua contribuição à música. Mesmo nos últimos anos, permaneceu ativa, lançando novos trabalhos e realizando apresentações pela Europa.
A cantora também manteve uma relação especial com o Brasil. Em 1987, gravou com Fábio Jr. o dueto “Sem Limites pra Sonhar”, um dos grandes sucessos românticos da época. Décadas depois, em 2022, realizou sua primeira turnê pelo país, passando por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.
A morte de Bonnie Tyler encerra a trajetória de uma das vozes mais emblemáticas da música mundial, deixando um legado que continua influenciando artistas e emocionando milhões de fãs ao redor do mundo.


